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Diesel Verde XP3

Diesel verde: uma revolução para o mercado brasileiro de combustíveis

Diesel Verde XP3

Produzido a partir de fontes renováveis, este combustível é isento de contaminantes, apresenta maior estabilidade e tem potencial para substituir o diesel de origem fóssil

 

O Brasil já é referência mundial na utilização de combustíveis limpos e renováveis na sua matriz energética, como etanol e biodiesel. Mas as mudanças climáticas exigem que os países ao redor do mundo também ampliem o uso desse tipo de combustível, visando minimizar as transformações de temperatura e clima.

A tendência é que os países iniciem uma acelerada transição energética, reduzindo o consumo de combustíveis fósseis e incorporando novas alternativas na matriz. No Brasil, possibilidades estão sendo alvo de estudos e investimentos, como hidrogênio verde, biogás, biometano e diesel verde.

Neste contexto, o diesel verde ganha força como uma solução promissora no Brasil, por oferecer uma fonte de energia renovável, mitigar significativamente os impactos ambientais e prometer a geração de riqueza em diferentes regiões.

Já utilizado em países da Europa e nos Estados Unidos, o diesel verde faz parte da segunda geração de biocombustíveis. O produto é resultado de aprimoramentos tecnológicos necessários para acompanhar as novas tecnologias veiculares, que requerem um combustível de melhor qualidade, com alta estabilidade e teores mínimos de contaminantes.

Confira a seguir as características, os benefícios ambientais e as políticas para a produção e uso deste combustível limpo e renovável no Brasil.

 

O que é o diesel verde?

O combustível mais consumido no Brasil é o óleo diesel. De origem fóssil, ele representa cerca de 48% da matriz veicular brasileira, com grande uso em transportes de cargas por rodovias, na agricultura.na indústria e no transporte público. Segundo a ANP (Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis), em agosto de 2023, o país

consumiu pela primeira vez 6 bilhões de litros em um mês, patamar que foi puxado principalmente pelas atividades agrícolas.

Porém, paralelamente ao aumento do consumo de diesel, houve também a elevação do nível de emissões de gases poluentes na atmosfera. Entre abril e junho de 2023, as emissões foram de 44,4 milhões de toneladas de CO2 equivalente, 1,5% a mais do que no mesmo período de 2022.

Na busca por alternativas mais sustentáveis, surge o diesel verde, que é o mais novo e forte candidato a substituir o velho e nada “verde” diesel fóssil. É um combustível produzido a partir de fontes 100% renováveis, ou seja, por fontes que estão sempre disponíveis para utilização e não se esgotam.

No seu processamento utiliza diferentes matérias-primas renováveis, como óleos vegetais (que podem ser de soja e palma, por exemplo) ou gorduras animais; cana-de-açúcar; etanol; resíduos, entre outras biomassas. Após o processamento destas matérias-primas, o resultado é um combustível altamente eficiente, com emissão de CO2 significativamente menor.

Diferente do diesel convencional, que é derivado do petróleo, o diesel verde é considerado uma alternativa mais sustentável, pois reduz a emissão de gases do efeito estufa e diminui a dependência de combustíveis fósseis. No entanto, é quimicamente idêntico ao óleo diesel oriundo do petróleo, embora tenha conteúdo de origem vegetal ou animal.

Segundo Sergio Massillon, diretor Institucional da Federação Nacional das Distribuidoras de Combustíveis, Gás Natural e Biocombustíveis (BRASILCOM), o diesel verde é um produto que tem exatamente as mesmas especificações do diesel fóssil, logo pode ser utilizado em qualquer quantidade em mistura ou puro (drop in).

 

Diferente do diesel convencional, que é derivado do petróleo, o diesel verde é considerado uma alternativa mais sustentável, pois reduz a emissão de gases do efeito estufa e diminui a dependência de combustíveis fósseis.

 

Diesel Verde

 

No Brasil, o diesel verde é regulamentado pela resolução 842, da ANP. De acordo com o texto, é definido como “biocombustível composto por hidrocarbonetos parafínicos destinado a veículos dotados de motores do ciclo Diesel” e produzido a partir das seguintes rotas:

I — hidrotratamento de óleo vegetal e animal (HVO);

II — gás de síntese proveniente de biomassa;

III — fermentação do caldo de cana-de-açúcar; e

IV — oligomerização de álcool etílico (etanol) ou isobulico (isobutanol).

O tipo mais conhecido é o HVO (óleo vegetal hidrotratado, na sigla em inglês), que é o diesel verde mais produzido no mundo. Hoje o HVO é o terceiro biocombustível mais consumido mundialmente, atrás apenas do etanol e do biodiesel.

 

As vantagens do diesel verde

Em entrevista para o blog do Xp3, o engenheiro Eduardo Cavalcanti, doutor em Degradação e Corrosão na Inglaterra e pesquisador do Instituto Nacional de Tecnologia, explica que o diesel verde é um diesel parafínico obtido a partir de vários tipos de matérias-primas de origem renovável e é adequado aos motores que trabalham no ciclo diesel.

O pesquisador cita algumas vantagens do diesel verde:

· É isento de contaminantes;

· Possui maior estabilidade, o que garante menos problemas no uso em motores diesel;

· Minimiza danos aos motores, como entupimento de filtros, bombas e bicos injetores, aumentando a vida útil dos veículos;

· Possui elevado patamar de cetano, o que melhora a qualidade da combustão no motor.

 

Em síntese, o diesel verde reduz a possibilidade de danos ao motor, com impacto positivo na vida útil dos veículos, melhorando a qualidade de combustão e apresentando maior estabilidade. Além disso, pode ser usado em motores a diesel sem os limites apresentados pelo biodiesel éster.

“Outro impacto favorável é que contribui também para a redução entre 50% e 90% das emissões de gases de efeito estufa em relação ao diesel fóssil”, afirma Cavalcanti.

De acordo com ele, estudos estão atualmente sendo conduzidos pelo INT com misturas ternárias diesel A + biodiesel + um tipo de diesel verde: HVO (limitado a 5%).

“Estes estudos indicam que, apesar das vantagens acima citadas, se o usuário negligenciar qualquer dos princípios de uso adequado, seja no transporte ou manuseio, vai passar pelos mesmos problemas”, frisa.

Para Cavalcanti, o diesel verde é um combustível excelente para ser produzido e consumido num país como o Brasil. “Por sermos riscos em biomassa, seria muito positiva a sua incorporação à nossa matriz energética, o que aumentaria a participação de biocombustíveis”, afirma.

No entanto, ele aponta um entrave decisivo para a sua viabilização. “Neste momento, a produção deste tipo de diesel tem preço proibitivo. Até por essa razão tem tão baixa

oferta. Sem subsídios, seria, no momento, impossível produzi-lo. Mesmo se o Brasil assumisse essa conta (subsidiasse o combustível) e oferecesse o diesel verde para todos os usos (tanto de proporções baixas misturadas ao diesel, até mesmo puro), a adoção de boas práticas continuaria sendo mandatória”, explica o pesquisador do INT.

 

Diesel verde é concorrente do biodiesel?

Embora sejam muitas vezes usados como sinônimos, os termos “diesel verde” e “biodiesel” possuem significados diferentes. O diesel verde é diferente de biocombustíveis tradicionais como o biodiesel à base de éster, pois pode substituir 100% do produto fóssil, embora também use matérias-primas como o óleo de soja.

O biodiesel é um combustível renovável produzido a partir de óleos vegetais, gorduras animais ou resíduos de alimentos, enquanto o diesel verde também pode ser obtido a partir de outras fontes, como gás natural renovável, óleos de algas e até mesmo resíduos de madeira.

Há quem diferencie os dois combustíveis assim: enquanto o biodiesel é uma forma específica de diesel verde, o diesel verde pode abranger uma gama mais ampla de combustíveis renováveis utilizados no setor de combustíveis.

Para Cavalcantil, o diesel verde não compete com o biodiesel e nem irá substituí-lo no futuro. A própria ANP diferencia os dois biocombustíveis, por entender que são “quimicamente distintos”. No entanto, a especificação do diesel verde divide os representantes do setor de biodiesel e as empresas de petróleo.

Para distribuidoras de combustíveis, Petrobras e entidades do setor de transportes, o diesel verde pode ser considerado um tipo de biodiesel. Desta forma, o biocombustível poderia compartilhar o mandato com o biodiesel.

O biodiesel possui uma política nacional estabelecida. Hoje, o percentual de mistura obrigatória de biodiesel no diesel está em 12% (B12). Mas existem defensores da entrada do diesel verde no mandato de mistura, alegando que este combustível é uma alternativa com maior estabilidade e garante menos problemas de armazenamento e de uso em motores a diesel do que o biodiesel.

 

O diesel verde não compete com o biodiesel e nem irá substituí-lo no futuro. A própria ANP diferencia os dois biocombustíveis, por entender que são “quimicamente distintos”.

 

Diesel verde virou política pública no Brasil

Em julho de 2020, a Petrobras concluiu testes em escala industrial para a produção do diesel verde na Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), no Paraná, onde foram processados 2 milhões de litros de óleo de soja, por meio do sistema de coprocessamento. As definições regulatórias são necessárias para a atração de investimentos e o desenvolvimento do produto.

A partir dos testes bem-sucedidos, o Brasil deu novos passos em direção à incorporação do diesel verde à matriz energética do país. Com o objetivo de abrir novas possibilidades de mercado e auxiliar na descarbonização, o governo brasileiro incluiu o Programa Nacional de Diesel Verde (PNDV) no Projeto de Lei do Combustível do Futuro, apresentado em 14 de setembro de 2023.

O objetivo é incentivar a pesquisa, produção e comercialização do produto – que une os setores de energia e agronegócio –, na matriz energética brasileira. A iniciativa visa uma significativa redução das emissões de carbono provenientes, sobretudo, dos veículos pesados, promovendo a transição de fontes poluentes por outras fontes mais limpas e renováveis.

O diesel verde é produzido por meio de um processo de transformação de diferentes matérias-primas renováveis, como gorduras de origem vegetal e animal, cana-de-açúcar, etanol, resíduos e outras biomassas, em um combustível de baixa emissão de carbono. O resultado é um combustível altamente eficiente, com emissão de CO2 significativamente menor.

Essa nova política pública, desenvolvida pelo Ministério de Minas e Energia (MME), não apenas incentiva a produção de diesel verde, mas prevê a adoção gradual desse combustível sustentável na frota de veículos movidos a diesel em todo o país.

Pela proposta, o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) vai estabelecer, a cada ano (de 2027 a 2037), a participação mínima obrigatória de diesel verde em relação ao derivado de petróleo. A definição do percentual deverá observar as condições de oferta desse biocombustível, incluindo a disponibilidade de matéria-prima, a capacidade e localização da produção nacional.

As metas a serem estabelecidas pelo governo visam não só a redução das emissões de carbono, mas também a menor dependência do Brasil ao diesel fóssil importado. O objetivo do programa é criar uma política pública que fomente o crescimento econômico, estimulando a pesquisa e o desenvolvimento de tecnologias verdes, além da criação de empregos no setor de biocombustíveis.

 

Xp3 blinda o diesel do risco de contaminação

O diesel verde é suscetível à contaminação de fungos e bactérias? Mais estudos são necessários para que se tenha clareza quanto à propensão deste tipo de combustível renovável à degradação.

O que se sabe é que um outro tipo de biocombustível de origem renovável, o biodiesel, é higroscópico, ou seja, tem capacidade de absorver umidade do ar, o que lhe confere grande suscetibilidade à contaminação. Como no Brasil existe um mandato de mistura do biodiesel ao óleo diesel, que atualmente é de 12%, cresceu muito nos últimos anos o risco de degradação

do combustível, aumentando a formação de borra no tanque e a incidência de entupimento de bicos injetores, por exemplo.

Por conta disso, cada vez mais motoristas e empresários de setores, como RTT, agroindústria, transportadoras e mineradoras, usam o aditivo Xp3, que é o aditivo para diesel mais eficiente no mercado brasileiro. Com o uso deste aditivo, os consumidores blindam o diesel do risco de contaminação e garantem a performance do veículo ou equipamento.

A Linha Xp3 conta com uma potente ação bactericida e fungicida, o que permitiu ser pioneira no Brasil no controle da contaminação de combustível causada por bactérias e fungos. Por conta desta ação, o Xp3 elimina com grande eficiência as bactérias e outros seres vivos presentes no diesel, independente do grau da contaminação (apenas variando a dosagem a ser utilizada). Também possui uma fórmula exclusiva de última geração que não permite a presença de água, eliminando problemas causados por bactérias e fungos no óleo diesel, além de contribuir em outras questões, como performance, ponto de fluidez, fumaça preta e muito mais.

Quanto ao diesel verde, caso os estudos e a utilização paulatina no mercado indiquem risco de contaminação do combustível, o aditivo Xp3 também poderá ser uma importante alternativa para os consumidores minimizarem qualquer ameaça de degradação e, consequentemente, de prejuízo e perda de performance.

Para analisar o risco de contaminação e indicar o melhor produto a ser utilizado no tratamento do combustível, a equipe técnica do Xp3 está à disposição. Inclusive, vai até o cliente para identificar a proporção da degradação. Sempre atualizado quanto às novidades tecnológicas do mercado, o time do Xp3 tem condições de sugerir a melhor forma de tratamento.

Quer saber mais sobre o Xp3? Entre em contato com o nosso time de especialistas.



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